Bolsa de estudo, uma oportunidade de especialização

Matéria foi exibida no Jornal do Almoço, da RBS TV na terça-feira

Na Sociedade Educacional Três de Maio – SETREM, uma instituição filantrópica, mais de 20% dos alunos possuem bolsa de estudo, um compromisso firmado entre a Instituição e a comunidade. Segundo o diretor da SETREM, Flávio Magedanz, “as famílias e estudantes vem até a instituição, preenchem uma ficha sócio-econômica da situação da família e em cima disso nós temos uma comissão que faz toda uma seleção e um estudo para contemplar aqueles estudantes e famílias que tem uma maior necessidade para uma bolsa de estudo.”

As bolsas estão presentes em todos os cursos técnicos e superiores. Os descontos podem variar de 25 a 50%, conforme a renda familiar. O técnico em Agropecuária é um dos cursos que oferece bolsa de estudos para os alunos. Com mais de 40 anos de tradição, aqui eles aprendem como administrar uma propriedade e se capacitam também para trabalhar em empresas do setor.

Durante o curso estudantes desenvolvem pesquisas voltadas a agricultura e pecuária, experimentações agrícolas e acompanhamento de culturas. Todas as disciplinas contam com aulas teóricas e práticas.

Conforme o Coordenador do Curso Técnico em Agropecuária da Instituição, Claudinei Márcio Schmidt, “Desde a parte de horticultura, a parte de grandes culturas, a parte de bovinos de leite, agroindústrias, ou seja, cada disciplina vai ter disponível um espaço onde os alunos podem vivenciar na prática o que eles estão aprendendo na sala de aula.”

Mais de 90% dos estudantes do curso são filhos de agricultores. É o caso de Alcione José Schuh, que fez o técnico com a bolsa de estudo e hoje, também com bolsa, está cursando Agronomia na instituição. “Pessoas que não tem muito poder aquisitivo para pagar o curso técnico é uma ótima alternativa, e a gente vai aprendendo no campo, na prática o que os professores estão passando o conteúdo didático.”

Alternativas que facilitam a formação de estudantes nas redes privadas e que estimulam a educação.

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V Encontro Técnico sobre Culturas de Inverno foi realizado nessa sexta-feira


Na sexta-feira, dia 12 de abril, foi realizado o V Encontro Técnico sobre Culturas de Inverno na Região Noroeste do Rio Grande do Sul. O evento, que aconteceu no auditório do Campus da SETREM, reuniu estudantes de Agronomia e do Curso Técnico em Agropecuária da instituição, além de representantes de entidades e empresas ligadas ao setor, Técnicos em Agropecuária e Engenheiros Agrônomos. Foram discutidas ideias e novas tecnologias relativas as culturas de inverno na região, e também alguns assuntos relacionados às pragas na cultura da soja.

A programação iniciou as 14:00 horas, com a apresentação dos integrantes da mesa diretora e a palavra do Diretor Geral da SETREM, senhor Flávio Magdanz, que falou sobre o compromisso da instituição com a área rural na região.

A primeira palestra enfatizou o assunto: Manejo de nitrogênio em trigo, com o Dr. Sírio Wiethöter. Foram apresentados resultados de experimentos em relação a resposta do uso do Nitrogênio na cultura do trigo. Segundo o palestrante, os resultados demostram que usar N em cobertura é mais eficiente do que o uso no pré-plantio, e que a aplicação com maior resultado deve ser feita durante o afilamento. Nas regiões mais quentes devem ser usadas doses menores, enquanto que, em regiões mais frias podem ser usadas doses maiores. Altas doses devem ser divididas em duas aplicações. Segundo Sírio, o melhor momento para a aplicação de N é antes da chuva, para haver um melhor aproveitamento do nutriente, pois com menor umidade há perdas relativas com a volatilização.

Manejo de percevejos em soja e trigo foi o assunto da segunda palestra, com o Dr. Antônio Panizzi, Entomologista da Embrapa Trigo. “Percevejo está na moda”, foi a frase que deu início ao assunto, mencionando que essa é uma das pragas mais pesquisadas, discutidas e combatidas nos últimos tempos. É um problema sério em várias culturas, e atualmente não há um manejo adequado de controle.

Segundo o palestrante, o manejo integrado de pragas foi implantado no Brasil na década de 1970, com o início do uso de monitoramento da lavoura. Para fazer o combate eficiente dos percevejos é necessário fazer uso do método de amostragem, sendo o mais indicado o Método do Pano, que consiste em usar um pano, ou plástico em pontos da lavoura, e bater nas plantas de soja para que os insetos caiam em cima do pano e possa ser feita a contagem, e com isso analisar se é ou não necessário fazer uso de inseticidas. 

Segundo Panizzi não é necessário, no geral, fazer o controle de percevejos na cultura da soja na fase vegetativa, antes da floração, já que o inseto não causa danos expressivos nessa fase. Apenas é recomendado em casos de altos níveis de infestação. Panizzi expôs aos presentes ainda os riscos de usar misturas de produtos, por exemplo, misturar inseticida e fungicida na mesma aplicação. Essa mistura de produtos pode causar problemas na cultura, ou na próxima, exterminar os predadores naturais e insetos benéficos à lavoura, bem como tornar algumas pragas resistentes.

No trigo, o percevejo é uma praga que está começando a aparecer e preocupar os produtores. Um dos indícios desses insetos na cultura é o aparecimento de espigas brancas e de folhas com manchas.

Após essa palestra os participantes foram brindados com um lanche.

A última palestra da tarde foi proferida por Giovani Faé, da Embrapa Trigo, que abordou o assunto "Potencial dos cereais de inverno na integração lavoura e pecuária".

Alguns dados interessantes foram apresentados:
  • O custo da alimentação na produção de leite varia entre 40 a 60%;
  • São cultivados 18,33 milhões de hectares com grãos no estado
  • 4,46 milhões de hectares são ocupados por milho
  • 9,83 milhões de hectares são ocupados por soja.

Para que uma propriedade rural tenha sucesso é preciso maximizar resultados, reduzir riscos, melhorar a dinâmica e para isso, a integração lavoura-pecuária é uma boa opção.

O Trigo BRS Tarumã foi apresentado como uma opção de cultivar de duplo propósito, pois apresenta uma boa tolerância ao pisoteio, alta capacidade de rebrote, produção de massa seca aliada a produção de grãos e tem ciclo longo, 150 dias.

O uso de trigo como pastejo para animais é vantajoso, pois há diversificação de renda durante o período de inverno e incremento na renda naquela área. Além disso, o pastejo estimula o perfilhamento, reduz o crescimento das plantas, reduzindo assim o acamamento, reduz os danos causados por fungos e reduz a população de plantas daninhas. O produtor precisa somente tomar cuidado com o manejo desse sistema, deve ter atenção a altura de saída dos animais, para que não ocorram problemas com o rebrote da cultivar.

Segundo Faé, o uso do centeio também é uma boa opção, especialmente quando se procura cobertura de solo, pois essa cultura tem maior massa radicular, o que é excelente para a conservação e melhoramento do solo. Foram apresentadas também outras variedades de culturas de inverno com duplo propósito.

Após as palestras, foi aberto um espaço para perguntas dos participantes. Na oportunidade foram levantadas várias questões sobre manejo de pragas e aplicação de produtos nas lavouras.

O evento teve o encerramento as 17h30min. A organização foi uma parceria entre SETREM, COTRIMAIO, COOPEROQUE, COTRIROSA, COMTUL, COOPERMIL, Embrapa Trigo, AENORGS, EMATER/RS, Dinon Cereais e Camera.

Por Vanderlei Holz Lermen

V Encontro Técnico sobre Culturas de Inverno acontece hoje

Evento será realizado no auditório do Campus SETREM

Hoje, 12 de abril,  será realizado o V Encontro Técnico sobre culturas de Inverno na Região Noroeste do Rio Grande do Sul. O evento será promovido junto ao auditório do Campus da SETREM em Três de Maio, com início as 14:00 horas.

A programação será a seguinte:

Palestra 1: Manejo de nitrogênio em trigo, com o Dr. Sírio Wiethöter;

Palestra 2: Potencial dos cereais de inverno na integração lavoura e pecuária, com o Dr. Renato Serena Fontaneli;

Palestra 3: Manejo de percevejos em soja e trigo, com o Dr. Antônio Panizzi

A organização do evento é uma parceria entre SETREM, COTRIMAIO, COOPEROQUE, COTRIROSA, COMTUL, COOPERMIL, Embrapa Trigo, AENORGS, EMATER/RS, Dinon Cereais e Camera.

Visita ao aviário da SETREM



Com o propósito de conhecer algumas características específicas das aves, bem como as etapas do desenvolvimento das galinhas, os estudantes do 4º ano visitaram o aviário da SETREM, foi um momento de intensas descobertas.


Site SETREM

SETREM convida


SETREM promove curso de inseminação artificial


A SETREM está oferecendo uma grande oportunidade aos interessados em fazer o curso de inseminação para melhoramento genético de bovinos de leite. As aulas iniciaram nessa segunda-feira, dia 08 de abril e se estendem até dia 12, sexta-feira. O curso é ministrado nos turnos da manhã e tarde pelo instrutor do SENAR, o Médico Veterinário Paulo Prauchner.

Nessa edição, vários alunos do Curso Técnico em Agropecuária estão participando. São oferecidos conhecimentos práticos e teóricos, totalizando 40 horas/aulas. No total, 10 alunos receberão formação.

O curso de Inseminação Artificial em Bovinos de Leite é uma parceria da SETREM, Sindicato Rural de Três de Maio e o Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (SENAR).



SETREM participa de dia de campo de Capacitação em Citricultura em Santo Cristo

Professores, estudantes e estagiários dos cursos de Bacharelado em Agronomia e Técnico em Agropecuária estiveram presentes.



Proprietário Eng. Agrônomo  Henrique Kist
No dia 27/03/13 realizou-se um Dia de  Campo na propriedade rural do Engenheiro Agrônomo Henrique Kist no município de Santo Cristo/RS, para a capacitação de produtores rurais, técnicos e estudantes da região Noroeste e Missões. Participarem deste evento 60 pessoas dos diferentes municípios que compõe o Território Noroeste e Missões, onde já existem propriedades com cultivo de citros ou que pretende-se implementar novas áreas. 


Para a realização da capacitação se fizeram presentes os pesquisadores da Embrapa Clima Temperado (Pelotas/RS) o  Dr. Roberto Pedroso de Oliveira pesquisador da área de Biotecnologia/Produção de Mudas e Andréa Denise Hildebrandt Noronha Supervisora do Setor de Implementação da Programação de Transferência de Tecnologia.

Área implantada
A escolha do local para a realização deste evento, foi em função da propriedade do Engenheiro Agrônomo Henrique Kist possuir uma área de 20,00 hectares de pomar, sendo destes 8,00 hectares cultivados com citros de mesa. Nesta área estão sendo cultivadas com  cinco cultivares de citros: Satsuma Okitsu, Clemenules, Montenegrina, Ponkan (Bergamotas) e Valência (laranja de umbigo). 

Entre os assuntos discutidos neste Dia de Campo destacam-se as questões relacionadas a influência do clima e solo sobre as características organolépticas dos frutos ( cor, sabor, aroma, acidez e teores de açúcares). Também foram salientadas as questões relativas ao mercado como a globalização, novos nichos e a produção de citros de mesa, ou seja, para consumo in natura, principalmente com frutos apirênicos (sem sementes).


Quebra-vento com Casuarina
Além desta capacitação, outra ação para possibilitar a qualificação os produtores, técnicos e estudantes da região, através de dias de campo, aulas práticas e pesquisa, será a implantação de 2,0 hectares de citros de mesa na região Noroeste, com cultivares de citros de mesa desenvolvidas pela Embrapa Clima Temperado. Estes 2,0 hectares serão distribuídos em três locais: na Escola Fazenda da SETREM na localidade de Esquina Motta no município de Independência, uma segunda área no município de Porto Mauá e a terceira em Porto Vera Cruz.

Participantes da capacitação

A Sociedade Educacional Três de Maio - SETREM, está participando deste processo de qualificação através dos cursos de Bacharelado em Agronomia e Técnico em Agropecuária com o envolvimento dos seus professores, estudantes e estagiários.


Alunos e professores do CTA comemoram os 42 anos de atividades do curso












Na tarde dessa segunda-feira, 01 de abril de 2013, alunos, professores e colaboradores do Curso Técnico em Agropecuária (CTA), comemoraram o aniversário do Curso, que completou 42 anos de atividades no domingo, dia 31 de março.

Para a comemoração os alunos conheceram um pouco da história do curso, relatada pelo atual Coordenador Claudinei Marcio Schmidt e pelo Diretor Geral da SETREM Senhor Flávio Magdanz. Flávio resgatou a evolução da agricultura em toda a sua história e principalmente nas últimas décadas, iniciando com a mecanização agrícola, passando pela "Revolução Verde" e atualmente, com a utilização de modernas tecnologias que proporcionaram o aumento da produtividade nas propriedades rurais. Também falou aos presentes a vice-diretora da Unidade de Ensino Profissionalizante Maide Dalri, destacando a importância da profissionalização dos jovens.

Após, os alunos participaram de um coquetel de confraternização.

O início do Curso Técnico em Agropecuária ocorreu em 31 de março de 1971, com presença de autoridades, diretoria e membros da mantenedora, corpo discente e docente. Na oportunidade, foi efetuado o descerramento de marco, com placa alusiva ao acontecimento, e o plantio de uma árvore, ipê amarelo, no pátio do Colégio, pelo Sr. Walter Ullmann, então Prefeito Municipal. A aula inaugural foi proferida no auditório da Escola, pelo Sr. Juiz de Direito da época, amigo e professor, Dr. Décio Antônio Erpen.

A história do Curso Técnico em Agropecuária está disponível no site do curso

Mais fotos estão disponíveis no perfil do Facebook Cta da Setrem

Por Vanderlei Holz Lermen

Alunos do CTA realizam aula prática de irrigação


            No dia 25/03/13 os alunos (as) do 4º, 3º e 2º CTA acompanhados pelos Professores Valberto Muller, Edileusa Kersting da Rocha e Claudinei Marcio Schmidt realizaram um visita técnica a propriedade rural do Senhor Nelcir Martini, na localidade de Esquina Araújo no município de Independência/RS. Na oportunidade os alunos viram na prática um sistema de irrigação por aspersão através do sistema de pivô central, em uma área de 350 hectares distribuídos em seis conjuntos de irrigação.

Barragem de 20,00 ha
Entre as questões discutidas na aula prática pelo Professor Valberto Muller, destaca-se a importância do planejamento quando realizamos um projeto de irrigação, devendo-se sempre observar os aspectos técnicos, os aspectos relacionados ao manejo agronômico das culturas e também os aspectos econômicos. É importante salientar, que um projeto dimensionado de forma correta, normalmente, no aspecto econômico, é mais caro, porém, esta diferença é compensada no decorrer de seu uso.

Também foram abordadas as questões relacionadas às culturas, sendo as que têm melhor resposta quando irrigada em nossa região é a cultura do milho, na qual já se obteve produtividades de mais de 240 sacas/ha. As demais culturas também têm seus índices de produtividade melhorados substancialmente, fazendo com que a irrigação, quando realizada de forma correta seja altamente viável.
 
Além disso, foram discutidos os passos necessários para a realização de um projeto de irrigação com pivô central, destacando-se a importância de:
- Conhecer a realidade econômica e social da propriedade rural;
- Realizar um levantamento plano altimétrico das áreas com possibilidade de implantar o projeto, bem como, dos possíveis reservatórios de água, caso não tenha outra forma de captação de água;
 
- Ver o tipo de energia disponível na propriedade, ou seja, caso não tenha disponibilidade de energia elétrico-trifásica, o acionamento deverá ser realizado com motor a combustão, exceto a parte aérea, a qual deverá ser sempre com energia trifásica;
- Dimensionar os equipamentos, usando os dados topográficos coletados, para sabermos a quantidade de água e potência necessária, através dos quais dimensionamos os reservatórios de água e a energia para seu acionamento;
- Definir o tipo de captação, que pode ser através de sucção normal (conjunto moto bomba acima do nível da água), sucção afogada (conjunto moto bomba abaixo do nível da água), sucção através de sifão (conjunto moto bomba abaixo do nível da água a montante da barragem) ou sucção através de bomba submersa (conjunto dentro do reservatório ou rio);
 
- Casa de máquinas, abriga o conjunto moto bomba, quadro de comando elétrico (trifásico ou combustão) e tubulação de sucção;
- Tubulação de recalque, responsável em conduzir a água até o centro do equipamento.
Pivô Central
Já com relação aos equipamentos propriamente dito (pivô central), destacaram-se os componentes do sistema, que são:
 
            - Torre central, na qual temos a entrada da tubulação de recalque, a caixa de comando, responsável por todos os comandos do equipamento, como a velocidade, vazão, sentido de giro entre outros aspectos;
 
            - Número de lances do equipamento definidos pelo tamanho da área, nos quais temos dois redutores de rodas e um moto-redutor, uma caixa de alinhamento e os aspersores. Na extremidade do equipamento podemos ter um canhão, o qual realiza uma irrigação complementar das áreas em que o equipamento não tem alcance;
 
- O comando do acionamento dos diversos lances é determinado pelo lance localizado no final do equipamento, o qual, à medida que se desloca, vai acionando os demais, até que o que está localizado no centro também se desloque.

Turmas do CTA
Com certeza, esta tarde de aula prática foi de grande valia para o processo ensino-aprendizagem, onde os alunos tiveram a oportunidade de ver no campo a utilização da técnica da irrigação por aspersão através do sistema de pivô central.

 
Agradecemos ao Senhor Nelcir Martini, por ter oportunizado aos professores e alunos do CTA esta tarde de campo.

Aula prática na disciplina de Culturas Forrageiras


Os estudantes do 1º Semestre do CTA participaram de uma aula prática na disciplina de Culturas Forrageiras, onde realizaram o plantio de forrageiras de inverno na área experimental, na tarde dessa segunda-feira. Foram semeadas variedades de aveia branca, aveia preta, trevo, trigo, ervilhaca, alfafa e azevém. 

Por Vanderlei Holz Lermen