Volta às aulas no CTA

As aulas do Curso Técnico em Agropecuária (CTA) da SETREM de Três de Maio iniciam nessa segunda-feira, dia 17 de fevereiro, para todas as turmas do curso.

Para mostrar um pouco mais das atividades realizadas nesses primeiros dias de aulas e conhecer um pouco dos estudantes, uma série de matérias será apresentada. Para iniciar, conversamos com a jovem Luana Haack, que está cursando o Ensino Médio, e vai iniciar os estudos no CTA esse ano.

Luana está ansiosa para o início das aulas

A jovem Luana Haack, de Novo Machado, vai iniciar os estudos nesse ano. Com grande expectativa, ela quer se dedicar aos estudos e atividades do curso. Durante o primeiro semestre irá fazer apenas duas tardes por semana. “Depois irei fazer mais tardes por semana, mesmo que se torne mais pesado os estudos para mim, pois estou terminando o ensino médio” – comenta.

Luana é do interior e espera aprender muitas novidades nas aulas. No futuro quer trabalhar e ajudar seu namorado, em sua propriedade.

Para se especializar, escolheu o Curso Técnico em Agropecuária da SETREM. “A SETREM é uma escola bem qualificada em matéria de aulas teóricas e práticas, e com uma ótima estruturada para esse tipo de curso”.

Estudante do CTA colhe abóbora de 37 quilos

O estudante do Curso Técnico em Agropecuária da SETREM, Cristhofer Bortoli de Novo Machado, ficou surpreso ao colher uma moranga gigante. O fruto pesa 37 quilos, e foi colhido na propriedade de seus pais.

Cristhofer conta que além do fruto já colhido, há ainda na planta mais duas morangas que devem ficar muito maiores que o normal. A planta ganhou um tratamento especial, sendo bem adubada e irrigada.

As sementes vieram de parentes da família, que residem no município de Novo Xingu, no Rio Grande do Sul. Lá já haviam sido colhidas morangas de 20 quilos.

A moranga ficará guardada por algum tempo, já que gera curiosidade por parte de quem fica sabendo da história. Ele também vai esperar colher as outras duas, para comprar os tamanhos. Depois, segundo o jovem, as morangas serão aproveitadas para fazer chimia. 

Conheça os trabalhos desenvolvidos no Laboratório de Sementes da SETREM

O laboratório de Análises de Sementes da SETREM é parte integrante do Curso de Agronomia e está credenciado no Registro Nacional de Sementes e Mudas – RENASEM para a atividade de Laboratório de Análise de Qualidade de Sementes. Atua também no acompanhamento de pesquisa e prestação de serviços a terceiros.

Credenciado para analisar 30 espécies, o Laboratório de Sementes da SETREM está em funcionamento na instituição desde julho de 2010. Em função do curso de Agronomia, por ser parte integrante do curso, a SETREM teve a oportunidade de instalar o laboratório para atender os acadêmicos, tanto do curso de agronomia quanto do técnico em agropecuária, e prestar serviços aos produtores e empresas que desejam analisar suas sementes.

Dois profissionais e uma estagiária trabalham no laboratório. A analista de sementes, Nara Bombardelli, o responsável técnico, Marcos Caraffa e a estagiária do curso de agronomia, Jaqueline.  Segundo a analista Nara, o laboratório presta serviço para empresas e também para os produtores que desejam analisar as suas sementes. “A SETREM é uma empresa prestadora de serviços, pois não produz nada de sementes aqui. O laboratório faz análises para empresas particulares e para produtores que tem sua semente em casa e queiram fazer algum teste”.

Várias análises são realizadas no laboratório

No laboratório são realizadas Análises de Pureza, Verificação de Outras Cultivares, Determinação de Outras Sementes por Número, Teste de Germinação, Teste de Tetrazólio, Vigor e Peso de mil sementes. Com os dados, relativos à semente analisada é emitido um boletim que expressa o resultado da análise.  Sem esse documento uma empresa, por exemplo, não poderá comercializar as sementes.

Em 2013 foram analisadas 949 amostras de sementes. Nessa época já estão sendo analisadas sementes de culturas de inverno, como trigo, aveia e forrageiras.

Abaixo uma tabelas com os valores de cada análise:
Análise Solicitada
Valor
Análise completa
R$ 30,00
Pureza
R$ 20,00
Germinação
R$ 25,00
Tetrazólio
R$ 50,00
Vigor
R$ 25,00
Peso de mil sementes
R$ 10,00

De todas as amostras que são analisadas, fica no laboratório uma amostra de arquivo. Caso aconteça algum problema na lavoura, como baixa germinação ou vigor, a amostra que esta no laboratório é reavaliada, bem como as condições no campo, como clima, temperatura ou algum outro evento que tenha ocorrido.

No laboratório são analisadas sementes das espécies de alfafa, arroz, aveia amarela, aveia branca, aveia preta, azevém, canola, capim sudão, centeio, cevada, ervilha forrageira, ervilhaca, feijão, girassol, linho, milheto, milho, milho pipoca, nabo, nabo forrageiro, painço, soja, sorgo, sorgo forrageiro, teosinto, trevo, trevo branco, trevo vermelho, trigo e triticale.

O processo de análises é um trabalho que exige dedicação, senso de responsabilidade, honestidade, paciência e experiência do profissional

Nara Bombardelli, Analista de sementes e 
gerente de qualidade é formada no 
Curso Técnico em Agropecuária da SETREM.
Assim que a semente chega ao laboratório, na sala de recepção é feito o recebimento da amostra e o protocolo. Após isso ela passa para uma segunda sala, chamada de sala de análise, onde são realizados os pesos referentes à amostra recebida, o preparo e a avaliação conforme a solicitação do teste.

Para a análise de pureza é separado o material inerte, outras sementes.  Esse é um trabalho manual, onde o analista dispõe de alguns instrumentos, como por exemplo, uma lupa, microscópio, pinças para facilitar o processo.

Para o teste de germinação, as sementes são colocadas em substrato especial, conforme indicado para cada espécie em análise. 
Câmara de germinação
As informações são passadas para a ficha, que acompanha à amostra. Após é encaminhada para a emissão do boletim ou a informação de resultado. Empresas que comercializam sementes recebem o boletim e produtores recebem a informação de resultado. Depois da assinatura do responsável técnico, o material é encaminhado ao requerente.

A análise completa e o resultado levam cerca de 20 dias para ser liberado.

Quais devem ser as características de uma semente de boa qualidade?

A semente tem sua qualidade avaliada pelo conjunto de índices genético, físico e sanitário, que são determinados pela análise de uma amostra representativa de um lote.

O laboratório realiza os testes e informa o resultado da espécie analisada. A decisão da venda ou uso para semeadura é do requerente. Nara explica que é necessário observar os padrões de identidade e qualidade para produção e comercialização de sementes. “No caso do trigo, a pureza é realizada em 120 gramas. Para ser considerada uma semente de qualidade, deve ter no mínimo 98% de pureza. Já para a germinação, o mínimo nessa cultura é 80% das sementes analisadas tenham germinado”. Esses índices variam de espécie para espécie e de categoria. O Laboratório está credenciado para realizar análises de sementes fiscalizadas no caso categoria S1 e S2.

Empresas e produtores que queiram fazer testes em sementes, podem se dirigir até o laboratório que fica junto ao campus da SETREM em Três de Maio. O horário de funcionamento é de segunda a sexta, das 07h30min às 12h00min e das 13h30min às 17h48min. Maiores informações podem ser obtidas pelo telefone (55) 3535 – 4643 ou pelo email labsementes@setrem.com.br

Redação e fotos: Vanderlei Holz Lermen

Matrículas abertas para o Curso Técnico em Agropecuária da SETREM

Alunos do Técnico em Agropecuária têm aulas teóricas e práticas
 durante o curso
A Sociedade Educacional Três de Maio (SETREM) está com matrículas abertas para o ingresso no Curso Técnico em Agropecuária. Os interessados devem comparecer ao campus da SETREM para realizar a matrícula portando os seguintes documentos: Identidade, CPF, Certidão de Nascimento ou Casamento, Título de Eleitor, Certificado de Reservista, Histórico Escolar ou Foto 3x4.

Quem tiver dúvidas ou quiser fazer seu cadastro para ser contatado pela Instituição, tem a opção de acessar o site tecnicos.setrem.com.br. O contato também pode ser feito via telefone, no (55) 3535-4600. O primeiro período de análise de concessão de bolsas já foi encerrado, mas uma segunda etapa, com novos interessados, será realizada no dia 13 de fevereiro. As aulas iniciam no dia 17 de fevereiro.


Há vagas também para Design de Móveis, Informática, Manutenção Automotiva, Modelagem do Vestuário e Vendas.

Semente, semeie esta ideia

Vanderlei Holz Lermen

Estudantes do Curso Técnico em Agropecuária da Setrem participaram de uma palestra na terça-feira, dia 19 de novembro, com o Engenheiro Agrônomo Jean Carlos Cirino da APASSUL - Associação dos Produtores e Comerciantes de Sementes e Mudas do Rio Grande do Sul.

Durante a palestra foi abordadas as características de uma boa semente (Fisiológicas, Sanitárias, Físicas e Genéticas), e as diferenças que existem entre uma semente e um grão.

O Engenheiro Agrônomo explicou ainda todo o processo para o lançamento de uma nova cultivar, os registros necessários e como ela chega ao produtor, no caso específico da soja. Na safra 2012/2013 foram lançadas 30 novas cultivares de soja no mercado.

Segundo Jean, a semente é o insumo mais importante em uma lavoura. Ela mudou a humanidade. "Nos primórdios o homem era nômade, e se deslocava de um lugar para o outro em busca de alimento. Quando descobriu a semente e como cultivá-la, ele começou a produzir o seu próprio alimento, sem mais precisar se deslocar" - destacou.

O projeto da APASSUL Semente, semeie esta idéia é de cunho educacional, visando incrementar o uso de sementes certificadas de soja no Rio Grande do Sul, estado que apresenta a menor taxa de uso do país. O objetivo é consolidar a pesquisa genética, a biotecnologia e a organização do sistema de produção de sementes.
Para conscientizar o setor agrícola sobre a importância do uso de sementes legais, são realizadas palestras em escolas agrícolas, em dias de campo e também visitas a produtores de sementes.

No gráfico, a comercialização de semente de soja registrada no Rio Grande do Sul em toneladas (t) e taxa de utilização em percentagem (%), no decorrer das safras indicadas.

Dia de Horticultura acontece nessa sexta-feira

Será realizada na sexta-feira, dia 22 de novembro de 2013 um Dia de Horticultura. no Campus da SETREM em Três de Maio, com início as 13:30 horas. O evento é aberto à comunidade

Confira as atrações na imagem abaixo

3º Seminário Regional do Agronegócio foi realizado nessa quarta-feira

O evento aconteceu no Salão da Comunidade Evangélica de Três de Maio

1º palestrante: Bolivar Nóbrega de Faria
Organizado pelo Curso Técnico em Agropecuária e o curso superior em Agronomia da Sociedade Educacional Três de Maio (SETREM), o 3º Seminário Regional do Agronegócio foi realizado nessa quarta-feira, dia 23 de outubro, no salão da Comunidade Evangélica de Três de Maio. O evento foi promovido pela SETREM, em parceria com a Camera, Agroceres Multimix e Sicredi.

Um grande público acompanhou as palestras durante todo o dia. A abertura oficial aconteceu às 09:00 horas, com a presença de autoridades. Após, teve início o ciclo de palestras.

1ª Palestra: Nutrição de vacas em período de transição
2º palestrante: Marcos Ortiz
O palestrante Bolivar Nóbrega de Faria falou sobre o ciclo produtivo das vacas, o consumo e a importância da qualidade do mesmo no período de transição. Segundo Bolivar, é preciso ter uma atenção redobrada com esses animais, pois eles precisam de uma boa preparação para que não tenham problemas após o parto

2ª Palestra: Da cidade para o campo: A construção de uma propriedade
O produtor Marcos Ortiz falou sobre a reestruturação da propriedade rural da família, usando um sistema de integração lavoura pecuária, recuperação do solo e a constante busca por conhecimento.
Ao meio dia foi servido almoço aos participantes do Seminário

3ª Palestra: Silagem de milho: como garantir volumoso de alta qualidade
3º palestrante: Patrick Schmidt
Patrick Schmidt abordou todas as etapas para a conservação de volumoso através da silagem da cultura do milho. Falou sobre a história do método, os processos envolvidos e os resultados obtidos em pesquisas realizadas pela sua equipe. Segundo ele, há diferenças na produção de leite das vacas, de acordo com a qualidade da silagem. Vacas que consomem silagem de alta qualidade produzem mais.  O palestrante explanou também sobre as perdas, que acontecem desde a hora da preparação da área onde será cultivado o milho, até a abertura do silo. A compactação no silo também é um fator determinante para reduzir perdas e melhorar a qualidade do volumoso. Um detalhe importante: quanto mais forte o cheiro da silagem, melhor a qualidade.

4ª Palestra: Nutrição de vacas em lactação e bem estar para vacas
O palestrante Euler Rabelo, da Rehagro, falou sobre a nutrição, alimentação e bem estar dos animais. Segundo ele, a alimentação na produção de leite representa entre 40 a 60% do custo total da atividade: leite entra pela boca da vaca, enfatizou.  É importante também evitar mudanças de consumo, principalmente na época de transição (período seco) dos animais

4º palestrante: Euler Rabelo
O bem estar dos animais é fundamental. Cada animal deve ter um espaço de 5m2 de sombra e cerca de 75 cm de espaço no coxo para que não haja competição entre os animais.

Ganhador da ovelha oferecida pela SETREM (no centro)
Alguns dados sobre o tempo que vaca gasta em atividades durante o dia: A vaca gasta 05 horas comendo (em sistema freestal) e 8 horas em sistema de pastoreio;  de 12 a 14 horas deitada;  de 2 a 3 horas em pé, caminhando, brincando; 0,5 horas bebendo água, o que somam de 20,5 a 21,5 horas/dia necessários para essas atividades, mais cerca de 2,3 a 3,5 horas ordenhando – totalizando assim 24 horas.

A nova vitamina que está sendo muito debatida, segundo o palestrante, é a Vitamida “D”, de descanso. Quanto mais tempo a vaca descansa, mais leite ela produz, e para isso é fundamental o conforto. Um local adequado, com sombra, é o ideal.

Durante o seminário foram sorteados vários brindes, entre eles uma ovelha, oferecida pela SETREM. O ganhador da mesma é do município de Nova Candelária.

Texto e fotos: Vanderlei Holz Lermen

Dia de Campo sobre Culturas de inverno foi realizado nessa sexta-feira

A SETREM, em parceria com a COTRIMAIO e EMATER, promoveram na tarde dessa sexta-feira, dia 04 de outubro, um Dia de Campo de Culturas de Inverno, enfatizando a cultura do Trigo.
 
Com início às 13h30min, o dia de campo reuniu agricultores, profissionais da região, e também estudantes dos cursos Técnico em Agropecuária e Agronomia da SETREM.
 
O evento foi dividido em várias estações, onde foram apresentadas novas cultivares de trigo, manejo de pragas, integração lavoura pecuária e resposta da cultura à adubação nitrogenada.

Estação: Integração lavoura-pecuária, com Renato Serena Fontaneli da Embrapa Trigo.
Segundo Fontaneli, há três formas do produtor ganhar dinheiro: trabalhando mais, gastando menos e produzindo qualidade. No caso da integração lavoura-pecuária, na cultura do trigo, o uso do sistema proporciona a combinação entre produção de leite, ou carne, e ainda uma boa produção de grãos, já que o corte nivela a lavoura e reduz o acamamento. Para essa integração, o produtor deve buscar as cultivares específicas, de duplo propósito e ter um manejo diferenciado da lavoura, como por exemplo fazer a semeadura antes do ciclo normal, para ser possível realizar 2 pastejos, sem comprometer o rebrote e desenvolvimento da cultura. Na estação foram apresentados alguns resultados, comparando experimentos, com 2, 1 e sem cortes.
Estação: Percevejos em trigo: danos e manejos, com Antônio Ricardo Panizzi da Embrapa Trigo.
Panizzi falou sobre as pragas na cultura do trigo, principalmente o ataque de percevejos na cultura. Segundo ele, a palhada que fica na lavoura serve como abrigo dessa “bicharada”. Falou também sobre a hora de entrar na lavoura com inseticidas, prazos de carência após a aplicação, danos nas plantas, causados pelo percevejo marrom e barriga verde.
Estação: Trigo BRS Parrudo: respostas à adubação nitrogenada. Com Eduardo Caierão, da Embrapa Trigo.
Eduardo falou sobre a cultivar e a resposta à adubação nitrogenada, em diferentes doses. A cultivar responde muito bem à adubação, pois tem uma arquitetura de planta adequada, alta produção, resistência a doenças e proporciona uma boa qualidade de grãos. Além disso, as folhas mais eretas proporcionam maior absorção de luz, com menos problemas de doenças na cultura. Eduardo enfatizou ainda que o melhor momento de aplicação de nitrogênio é no estágio de perfilhamento, onde doses muito altas podem ser divididas em duas aplicações.
Estação: Cultivares de trigo, com Giovane Stefani Faé, da Embrapa Trigo, Cassiano Bruisma, da CCGL TEC, Thomas Scopel, da Coodetec, e Lorenzo Mattioni Viecili, da Biotrigo.
Na estação foram apresentadas várias cultivares de trigo, e as características das mesmas, como resistência a doenças, qualidade de grãos, manejo enumero de plantas por hectare. Os produtores puderam conhecer também as novas cultivares, que devem estar no mercado nos próximos anos.
Confira as fotos do evento no Facebook da SETREM
 
Texto: Vanderlei Holz Lermen

Seminário sobre Integração Lavoura - Pecuária - Floresta será amanhã


A SETREM, a EMBRAPA e a Secretaria de Desenvolvimento Agropecuário e Cooperativismo – Ministério da Agricultura Pecuária e Abastecimento convidam Vossa Senhoria a participar do Seminário Integração Lavoura-Pecuária-Floresta (ILPF), a realizar-se no dia 04 de outubro de 2013, sexta-feira, das 8h às 12h, no auditório da SETREM, em Três de Maio/RS. 

No Seminário ILPF serão apresentados estudos de casos de integração lavoura-pecuária, floresta-pecuária, lavoura-pecuária-floresta em andamento no Sul do Brasil. Processos de produção da agricultura regional, demandas de mercado, tecnologia e renda das propriedades serão também focalizados.

O Programa ABC - Agricultura de Baixo Carbono e o Programa ILPF terão destaque, com indicação de fontes de financiamento e crédito disponível para Projetos de ILPF no Sul do Brasil. A produção integrada pode melhorar o uso da terra, a estabilidade econômica e a renda da propriedade rural. 

Objetivos:

1. Apresentar e discutir o que há de mais novo em tecnologias para sistemas de integração lavoura-pecuária-floresta (ILPF). 

2. Indicar fontes de financiamentos para projetos de ILPF. 

3. Viabilizar a implantação de uma Unidade de Referência Tecnológica de Integração Lavoura-Pecuária-Floresta no noroeste gaúcho. 

4. Contribuir para o aumento de produtividade e de renda local por meio de soluções tecnológicas transferíveis e absorvíveis pelos diversos setores da cadeia produtiva do agronegócio. 

Ao setor agropecuário está reservada a missão atual de produzir alimentos, fibras e energia de forma sustentável para o mundo, com o menor impacto aos biomas e foco na conservação dos recursos naturais. O aumento da produtividade na agricultura sem abertura de novas áreas é uma alternativa que o Brasil vem adotando com sucesso. 

Para o melhor desempenho dos sistemas de produção e aumento da produtividade, faz-se necessário desenvolver soluções tecnológicas transferíveis e absorvíveis pelos diversos setores da cadeia produtiva do agronegócio. 

Neste sentido, tecnologias para sistema de integração lavoura-pecuária-floresta, tema inovador no setor agropecuário, têm aceitação crescente entre técnicos e produtores. 

Para Balbino et al. (2011), os sistemas de integração podem ser classificados em quatro grandes grupos: 

1. Integração Lavoura-Pecuária (ILP) ou Agropastoril: sistema de produção que integra o componente agrícola e pecuário em rotação, consórcio ou sucessão, na mesma área e em um mesmo ano agrícola ou por vários anos, em sequência ou intercalados. 

2. Integração Pecuária-Floresta (IPF) ou Silvipastoril: sistema de produção que integra o componente pecuário (pastagem e animal) e florestal, em consórcio. Este sistema de produção é mais direcionado para áreas com dificuldade de implantação de lavouras. 

3. Integração Lavoura-Floresta (ILF) ou Silviagrícola: sistema de produção que integra os componentes florestal e agrícola pela consorciação de espécies arbóreas com cultivos agrícolas anuais ou perenes. 

4. Integração Lavoura-Pecuária-Floresta (ILPF) ou Agrosilvipastoril: sistema de produção que integra os componentes agrícola e pecuário em rotação, consórcio ou sucessão, incluindo também o componente florestal, na mesma área. O componente “lavoura” restringe-se ou não à fase inicial de implantação do componente florestal. 

Os sistemas de integração tem se expandido, especialmente para produção de grãos, fibra, energia, florestas, bovinos de corte e leite, além de ovinos e caprinos, dependendo da região. O Seminário ILPF vai tratar deste tema inovador da agropecuária.

PROGRAMAÇÃO: 

8h – Inscrições 

8h30min – Solenidade de abertura

9h15min – Palestra: Situação e perspectiva da agropecuária brasileira – Dr. Waldyr Stumpf Junior, Diretor-Executivo de Transferência de Tecnologia – Embrapa Sede 

9h30min – Palestra: Forrageiras para Integração Lavoura-Pecuária-Floresta – Dr. Renato Serena Fontaneli -Embrapa Trigo 

9h55min – Palestra: O Componente Florestal no Sistema Lavoura-Pecuária-Floresta -Dr. Jorge Ribaski -Embrapa Florestas 

10h20min – Palestra: Estabelecimento de Plantas Forrageiras em Sistemas de Integração Floresta-Pecuária no Sul do Brasil – Eng. Agr. M.Sc. Marco Antônio Karam Lucas - Embrapa Pecuária Sul 

10h45min – Palestra: Integração Lavoura-Pecuária-Floresta no Norte do Rio Grande do Sul – Estudo de Caso – Eng. Agr. Ilvandro Barreto de Melo -Emater Regional Passo Fundo 

11h10min – Palestra: Lavoura, Pecuária e Silvicultura no Noroeste Gaúcho: Tecnologia e Renda – Eng. Agr. M.Sc. Jorge Lemainski -Câmara dos Deputados/Embrapa Cerrados 

11h30min – Palestra: Programa Integração Lavoura-Pecuária-Floresta e as Ações do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento – Eng. Agr. M.Sc. Caio Rocha -Secretário de Desenvolvimento Agropecuário e Cooperativismo – MAPA